Tag: música

  • domingueira

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    Fazia tempo que um som não me tocava tanto (pelo menos desde o lançamento do último Radiohead). E é tão boa essa sensação de ficar fascinada ouvindo um disco dezenas de vêzes, de ir atrás das letras para aprender a cantar junto… que resolvi compartilhar esse “momento lindo” aqui, com vocês.

    Na domingueira de hoje apresento The National, uma banda radicada em Nova York, com 8 anos de estrada e 4 discos na bagagem –sendo que o último, “Boxer”, foi lançado em maio do ano passado e recebeu ótimas críticas.

    Para saber mais sobre a repercussão do disco, AQUI tem uma boa resenha da BBC de Londres, AQUI uma mais curtinha, que saiu na Rolling Stone americana, e ainda um texto interessante publicado no site da revista Soma.

    Delicie-se com o clipe não-oficial de uma das minhas músicas preferidas, “Slow Show”, feito com imagens incríveis do filme “Masculine-Feminine” de Jean-Luc Godard. E se quiser cantar junto, não se acanhe, a letra está logo abaixo!

    SLOW SHOW
    Standing at the punch table swallowing punch
    can’t pay attention to the sound of anyone
    a little more stupid, a little more scared
    every minute more unprepared

    I made a mistake in my life today
    everything I love gets lost in drawers
    I want to start over, I want to be winning
    way out of sync from the beginning

    I wanna hurry home to you
    put on a slow, dumb show for you
    and crack you up
    so you can put a blue ribbon on my brain
    god I’m very, very frightening
    I’ll overdo it

    Looking for somewhere to stand and stay
    I leaned on the wall and the wall leaned away
    Can I get a minute of not being nervous
    and not thinking of my dick
    My leg is sparkles, my leg is pins
    I better get my shit together, better gather my shit in
    You could drive a car through my head in five minutes
    from one side of it to the other

    I wanna hurry home to you
    put on a slow, dumb show for you
    and crack you up
    so you can put a blue ribbon on my brain
    god I’m very, very frightening
    I’ll overdo it

    You know I dreamed about you
    for twenty-nine years before I saw you
    You know I dreamed about you
    I missed you for
    for twenty-nine years

    You know I dreamed about you
    for twenty-nine years before I saw you
    You know I dreamed about you
    I missed you for
    for twenty-nine years

  • qual o sabor da música?

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    Abre parêntesis: o foco do blog é moda e tals, mas ultimamente eu ando numa fase musical, então… aí vai mais um post sobre música. Além disso, é inegável que o mundo fashion e a cultura pop se fertilizam e se retroalimentam o tempo todo. Então, sem mais sentimentos de culpa, fecha o parêntesis!

    Há um tempo atrás eu encomendei, pela internet, a revista francesa WAD (we’ar different/a magazine about urban fashion & culture). Demorou quase 2 meses, mas finalmente o exemplar chegou: um calhamaço de 400 páginas, recheado de matérias interessantes, muitas das quais ainda nem tive tempo de ler. Mesmo assim, uma delas me chamou a atenção por causa do tema inusitado. A matéria  “Rock’N’Food” procura traduzir discos em comes e bebes.

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    O Nuyorican Soul de Jocelyn Brown vai bem com mojito e comida cubana.

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    Os Beastie Boys deixaram de lado os enlatados trash e viraram macrobióticos: deguste com tofu e vegetais.

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    O lance do Krafwerk é remixar (I love the Magimix), então passe tudo pelo processador de alimentos. 

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    Para cultuar o Metallica, vá de molho vermelho sobre sua carne favorita.

    E a conexão entre música e comida me lembrou do livro “Mordidas Sonoras” (“Sound Bites”, o título é tão melhor em inglês!), em que o vocalista do Franz Ferdinand, Alex Kapranos, dá uma versão gastronômica da turnê mundial da banda. Os textos foram publicados originalmente no jornal inglês The Guardian. Leia um trecho, a seguir:

    Café da manhã em La Manitas / Austin

    “Um cowboy está parado do lado de fora do Las Manitas. Sua barba é grisalha debaixo do chapéu Stetson e dos óculos escuros imensos. Ele veste um top preenchido de maneira convincente com um espetacular par de implantes. Além das botas com esporas, a única outra peça que usa é uma sunga rosa-shoking. Também preenchida de modo convincente. Isso é Austin, e os cowboys daqui não são como os do resto do Texas. (…) No menu há huevos rancheros, chilaquiles (verdes ou rojos) e plato de chorizo. Feijão só de dois tipos: preto ou virado. Pergunto a um texano se eles comem feijão-vermelho e vez em quando. ‘Eca! Nojento!’ Feijão-vermelho parace ser uma interpretação britânica dada à comida mexicana, como sushi com maionese ou lasanha com fritas.”

    E não é que o Kapranos, além de boa pinta e estiloso, escreve bem? Delícia!

  • domingueira gótica

    Nos anos 80 a gente fazia fila na porta do Carbono 14, um bar que ficava na rua 13 de maio, no Bixiga, para assistir aos vídeos piratas que um dos filhos do dono, chamado Castilho, mandava de Nova York ou de Londres.

    O Carbono 14 era tão vanguarda, mas tão vanguarda, que funcionava como bar, videoteca e casa de shows –ou seja, era multimídia quando este termo ainda nem tinha sido inventado. Além disso, os 3 ou 4 andares do local (quem é ficava contando os lances de escada? eu é que não!) eram grafitados e ninguém fazia idéia do quanto isso ainda viria a ser hype.

    Foi lá que vi “Shadow of Light”, vídeo do Bauhaus, que me causou uma profunda impressão: Peter Murphy de sobretudo preto, com ombreiras tão dramáticas quanto a sua atuação no palco; o hino gótico “Bela Lugosi’s Dead” (de 1979), com baixo e guitarra hipnóticos; o guitarrista Daniel Ash com as veias do corpo riscadas de lápis preto. Era quase impossível não sair de lá convertido à tribo dos darks, com ares vampirescos.

    Beeeela is deeeead!

    PS- tudo isso veio à tona por causa do desfile da Ellus, no SPFW, que botou a música do Bauhaus na trilha sonora.

    E para completar, “She’s in Parties”, mais um clássico gótico da banda. Repare nos cabelos e no figurino!

  • domingueira etérea

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    A domingueira de hoje apresenta The Torch Press, projeto da cantora e compositora Sabisha, em parceria com Jean Pierre Slys. Natural da África do Sul e criada nos Estados Unidos, a moça faz um som etéreo, enigmático e melancólico. O primeiro disco deve ser lançado em fevereiro de 2008. A dica veio da revista inglesa i-D deste mês.

    Ouça AQUI a música Starman.

    Curiosidade: Sabisha  mostrou que sua beleza transcende a voz, ao posar para um editorial de moda da Vogue Italia, ao lado da modelo Jessica Stam. O ensaio se chama “Cabaret”, foi fotografado por Peter Lindbergh e publicado na edição de abril deste ano. Confira!

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    Fotos do site fashiontainment

  • domingueira

    A parceria entre a cantora islandesa Björk e o diretor de cinema francês, Michael Godry, já rendeu clipes memoráveis como “Human Behavior” e “Isobel” e “Army of Me”.

    Confira agora a última empreitada da dupla: o vídeo “Declare Independence”, lançado esta semana.

  • um barquinho, uma canção

    Delícia! Acaba de sair o disco solo de Fernanda Takai (vocalista do Pato Fu) cantando Nara Leão. Como muitos de vocês devem saber, o projeto foi divulgado, em primeira mão, no desfile de Ronaldo Fraga, no último São Paulo Fashion Week. Na ocasião, Fernanda Takai –emoldurada por dezenas de barquinhos de papel que compunham o cenário– encantou a platéia com a delicadeza de sua interpretação. Um momento mágico, daqueles inesquecíveis. Quem não viu, pode conferir aqui.

    E na revista Rolling Stone de outubro saiu uma matéria bacana sobre o disco. O link está aqui.

  • domingueira

    A domingueira de hoje traz a música “Where Do You Go To (My Lovely)” de Peter Sarstedt. Criada em 1969, a canção ficou no topo das paradas inglesas por várias semanas e chegou a dividir um prêmio com “Space Oddity” de David Bowie. A letra, que você pode conferir abaixo, fala sobre uma garota pobre de Nápoles que virou jetsetter, usa roupas de Balmain, esquia em St. Morritz, mas não consegue se livrar das marcas do passado.

    A música integra a ótima trilha sonora do filme “Viagem a Darjeeling” de Wes Anderson.

    Em tempo, quem se interessa pela obra do diretor pode dar uma olhadinha neste link , do site A.V.Club, que contém uma ótima entrevista e uma lista de 16 filmes que teriam influenciado o estilo de Wes Anderson. 

    “Where Do You Go To, My Lovely” de Peter Sarstedt

    You talk like Marlene Dietrich
    And you dance like Zizi Jeanmaire
    Your clothes are all made by Balmain
    And there’s diamonds and pearls in your hair

    You live in a fancy appartement
    Of the Boulevard of St. Michel
    Where you keep your Rolling Stones records
    And a friend of Sacha Distel

    But where do you go to my lovely
    When you’re alone in your bed
    Tell me the thoughts that surround you
    I want to look inside your head

    I’ve seen all your qualifications
    You got from the Sorbonne
    And the painting you stole from Picasso
    Your loveliness goes on and on, yes it does

    When you go on your summer vacation
    You go to Juan-les-Pines
    With your carefully designed topless swimsuit
    You get an even suntan, on your back and on your legs

    When the snow falls you’re found in St. Moritz
    With the others of the jet-set
    And you sip your Napoleon Brandy
    But you never get your lips wet

    But where do you go to my lovely
    When you’re alone in your bed
    Tell me the thoughts that surround you
    I want to look inside your head, yes I do

    Your name is heard in high places
    You know the Aga Khan
    He sent you a racehorse for christmas
    And you keep it just for fun, for a laugh haha

    They say that when you get married
    It’ll be to a millionaire
    But they don’t realize where you came from
    And I wonder if they really care, they give a damn

    But where do you go to my lovely
    When you’re alone in your bed
    Tell me the thoughts that surround you
    I want to look inside your head

    I remember the back streets of Naples
    Two children begging in rags
    Both touched with a burning ambition
    To shake off their lowly brown tags, yes they try

    So look into my face Marie-Claire
    And remember just who you are
    Then go and forget me forever
    ‘Cause I know you still bear
    the scar, deep inside, yes you do

    I know where you go to my lovely
    When you’re alone in your bed
    I know the thoughts that surround you
    ‘Cause I can look inside your head

  • som e imagem

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    A nova edição da revista Visionaire –de número 53, cujo tema é SOUND– já pode ser encomendada pela internet. Desta vez a publicação vem embalada num case que acomoda cinco discos de vinil ilustrados, contendo cerca 100 horas de experimentos sonoros e músicas inéditas. Há ainda um carrinho Mini Cooper, dotado de  agulha e movido à pilha, que funciona como uma vitrola ambulante: toca o som conforme passeia pelo disco. Não é genial?

    Agora dá só uma espiada na listinha “básica” de colaboradores:

    Músicos David Byrne, U2, Michael Stipe, Courtney Love, Laurie Anderson, Cat Power, Adrock, Lee Ranaldo, Antony & the Johnsons, Thurston Moore & Kim Gordon (Sonic Youth), Malcolm McLaren, Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, Andrew WK, Danger Mouse;

    Artistas Yoko Ono, Cerith Wyn Evans, Helmut Lang, Christian Marclay, Doug Aitken, Robert Wilson, Gary Hill, Sylvie Fleury, Vito Acconci, Mariko Mori, Carl Michael Von Hausswolff; Bands The Knife, Littl’ans, Unkle, Animal Collective, SunnO))), Gang Gang Dance;

    DJ’s Paul D. Miller (DJ Spooky), miss kittin, Trevor Jackson, Towa Tei, Nigo, Hiroshi Fujiwara;

    Fashion designers Karl Lagerfeld, Alexander McQueen, Stefano Pilati; and many more…

    Quem se animar com o mimo pode se preparar para desembolsar cerca de 250 dólares, mais a despesa de envio. E é melhor não marcar bobeira, afinal são apenas 4 mil exemplares numerados.

  • domingueira tropicalista

    Não consegui ver o show da Cibelle que rolou há algumas semanas no Auditório Ibirapuera. Segundo me contaram não perdi muito, parece que a apresentação ficou bastante comprometida por performances “abravanistas” e problemas técnicos de som. Enfim, graças ao boletim semanal do Resfest, encontrei este vídeo bacana da Cibelle cantando de uma das minhas músicas favoritas: Green Grass do Tom Waits.

    Green Grass (Tom Waits, Real Gone, 2004)

    Lay your head where my heart used to be
    Hold the earth above me
    Lay down in the green grass
    Remember when you loved me

    Come closer don’t be shy
    Stand beneath a rainy sky
    The moon is over the rise
    Think of me as a train goes by

    Clear the thistles and brambles
    Whistle ‘Didn’t He Ramble’
    Now there’s a bubble of me
    and it’s floating in thee

    Stand in the shade of me
    Things are now made of me
    The weather vane will say:
    It smells like rain today

    God took the stars and he tossed ‘em
    Can’t tell the birds from the blossoms
    You’ll never be free of me
    He’ll make a tree from me

    Don’t say good bye to me
    Describe the sky to me
    And if the sky falls, mark my words
    we’ll catch mocking birds

    Lay your head where my heart used to be
    Hold the earth above me
    Lay down in the green grass
    Remember when you loved me