Tag: Bob Wolfenson

  • Fotospot: arte fotográfica com preços acessíveis

    Ótima notícia para quem gosta de fotografia e para quem tem vontade de investir nesta arte: André Andrade, Cássio Vasconcellos e Lucas Lenci, profissionais de primeira linha deste segmento, acabam de botar no ar o site Fotospot.

    O endereço virtual abriga imagens de 27 fotógrafos consagrados –como Araquém Alcântara, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Klaus Mitteldorf e Walter Firmo, entre outros– que podem ser adquiridas em tiragens numeradas e assinadas, com qualidade museológica. E por preços bem razoáveis, a partir de R$ 475.

    Para comemorar, o trio de fotógrafos armou uma exposição coletiva na Galeria Estação que pode ser vista de 2ª a 6ª feira das 11 às 19hs, e aos sábados das 11 às 15hs. A curadoria é de Eder Chiodetto, e o endereço: rua Ferreira de Araújo, 625, São Paulo, SP.

    Foto de Lívia Aquino
    Foto de Cláudia Jaguaribe
  • Ode marítima

    Já viu a nova edição da revista S/Nº, de Bob Wolfenson? Ela está incrível e eu vou comentar várias matérias nos próximos dias, começando hoje, pela moda que recebeu o adorável título de “frutos do mar”. As fotos são do talentosíssimo (e amigo querido), Cristiano; o styling, da dupla Flávia Pommianoski e Davi Ramos, que admiro há tempos pela qualidade e consistência do trabalho; e a beleza ficou a cargo do top Daniel Hernandez. Veja duas imagens publicadas.

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    E uma imagem INÉDITA e exclusiva para o Moda Sem Frescura!

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    Doces náufragos, esses, vestidos de branco, banhados pela luz suave das manhãs de névoa, pela areia grossa e salgada que carrega a memória das pedras antigas. No olhar, eles trazem os vestígios de uma melancolia d’além mar.  Por isso, me lembrei de Fernando Pessoa, e fui buscar, na voz do heterônimo Álvaro de Campos, mais palavras sobre o mar.

    “Ah, todo cais é uma saudade de pedra!
    E quando o navio larga do cais
    E se repara de repente que se abriu um espaço
    Entre o cais e o navio,
    Vem-me, não sei por quê, uma angústia recente,
    Uma névoa de sentimentos de tristeza
    Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
    Como a primeira janela onde a madrugada bate,
    E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
    Que fosse misteriosamente minha.” Ode Marítima, Poesias de Álvaro de Campos

    Sabe o que eu também adorei, na matéria? Os adereços de areia feitos por Davi Ramos. Ele me contou que adora criar acessórios, chapéus, adornos de todo tipo. E que tem um acervo enorme de peças, muitas delas usadas em fotos, desfiles e campanhas. Davi, eu não fazia idéia que havia um Phillip Treacy em você! Estou louca para conhecer este acervo!

    Aliás, o enfeite com o barco me lembrou os penteados feitos na França no século 18, época do fausto e do esplendor de Maria Antonieta. Em 1778, como a fragata La Belle Poule se saiu vitoriosa numa batalha, virou moda usar penteados como o que se vê abaixo.

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