Ai minha Nossa Senhora dos Fashionistas! O que foi o desfile da Louis Vuitton! O Marc Jacobs que me desculpe, mas não gostei do festival de volumes exdrúxulos em tons pastel (preciso confessar: detesto essa gama de cores clarinhas) que ele botou na passarela da LV.
Vamos combinar que quando NEM as modelos ficam bem na passarela, é melhor que as roupas não cheguem às consumidoras reais, né!
Segundo o Style.com, Jacobs declarou que a coleção se baseia em formas esculturais criadas por pregas, dobras e pences. Ok, dá para perceber que a construção das peças é bem elaborada, mas o resultado final… a silhueta… é de lascar!
Espia e me diz se eu tô louca!
Não gostei nem mesmo dos acessórios: bolsas nacaradas, sapatos-tijolões, broches pesados, aiaiai!
Ele já colocou um tornado na passarela, já iluminou vestidos com LED, já fez a roupa da modelo desaparecer completamente, diante de uma platéia atônita.
Seria Hussein Chalayan um mestre da prestidigitação? Apesar da sensação de estarmos diante de um ilusionista, o que rege o trabalho desse estilista é a technologia, usada sempre a serviço de conceitos consistentes, contundentes, inteligentes.
O tema do último desfile, que aconteceu em Paris na última quarta-feira, foi a evolução da humanidade. Para ver este vídeo antológico, é só clicar AQUI.
PARIS, February 27, 2008 – Something amazing took place at Hussein Chalayan’s show: Models broke out in smiles. Not stilted smiles they’d been ordered to wear, but the spontaneous human variety that indicates actual enjoyment. Suddenly you thought: Good Lord, there are people inside these girls! They are actually…living individuals!This was not the intended revelation of Chalayan’s collection, but as an accidental by-product, it made a serendipitous contribution to what he was saying. “Generally, I’m interested in how we are as human beings,” he said after the show. “I think of my work as a kind of life science.” Chalayan’s concept was an abstract story about the evolution of humanity, which was accompanied by an a cappella group who struck up an extraordinary vocal timpani simulating prelife space sounds, jungle noises, and folkloric and religious chants.
So was it the group that started to crack the models up? Or was it that naughty Coco Rocha, who advanced toward the photographers wearing a draped black dress that had a 3-D ape worked into it? An ape drape. After that, it was a case of every nation under a smile—not just the little-girl performers, but the from-everywhere audience, too. Never in a nasty way, though, because apart from the missing-link showpiece, the collection represented some of Chalayan’s most highly evolved designs for everyday living. Take the clothes away from the concept and you simply have intelligently cut asymmetrical dresses and all-in-ones with interesting gathers and soft drapes. Some came in prints of Stone Age flint ax heads, and others with straps made of special rough-cut Swarovski stones made to imitate, well, stones.
At the end, two girls came out in mechanical dresses that, in the darkness, sent out moving spots of light configured to symbolize the big-bang beginning of the universe. They were, as always in a good Chalayan show, astonishing and moving. But somehow, it was the sight of those normally dead-faced models coming to life that was really miraculous. – Sarah Mower
“Só os homens que não se interessam por mulheres interessam-se pelas suas roupas. Os homens que realmente gostam de mulheres nem percebem o que elas estão a usar.” Anatole France, escritor francês (1844-1924)
Raramente dou dicas de liquidação aqui no blog, mas esta é especial: tem precinhos minúsculos (de R$ 25 a R$ 150), numeração variada e glamour garantido. Se joga!
Fazia tempo que um som não me tocava tanto (pelo menos desde o lançamento do último Radiohead). E é tão boa essa sensação de ficar fascinada ouvindo um disco dezenas de vêzes, de ir atrás das letras para aprender a cantar junto… que resolvi compartilhar esse “momento lindo” aqui, com vocês.
Na domingueira de hoje apresento The National, uma banda radicada em Nova York, com 8 anos de estrada e 4 discos na bagagem –sendo que o último, “Boxer”, foi lançado em maio do ano passado e recebeu ótimas críticas.
Para saber mais sobre a repercussão do disco, AQUI tem uma boa resenha da BBC de Londres, AQUI uma mais curtinha, que saiu na Rolling Stone americana, e ainda um texto interessante publicado no site da revista Soma.
Delicie-se com o clipe não-oficial de uma das minhas músicas preferidas, “Slow Show”, feito com imagens incríveis do filme “Masculine-Feminine” de Jean-Luc Godard. E se quiser cantar junto, não se acanhe, a letra está logo abaixo!
SLOW SHOW Standing at the punch table swallowing punch can’t pay attention to the sound of anyone a little more stupid, a little more scared every minute more unprepared
I made a mistake in my life today everything I love gets lost in drawers I want to start over, I want to be winning way out of sync from the beginning
I wanna hurry home to you put on a slow, dumb show for you and crack you up so you can put a blue ribbon on my brain god I’m very, very frightening I’ll overdo it
Looking for somewhere to stand and stay I leaned on the wall and the wall leaned away Can I get a minute of not being nervous and not thinking of my dick My leg is sparkles, my leg is pins I better get my shit together, better gather my shit in You could drive a car through my head in five minutes from one side of it to the other
I wanna hurry home to you put on a slow, dumb show for you and crack you up so you can put a blue ribbon on my brain god I’m very, very frightening I’ll overdo it
You know I dreamed about you for twenty-nine years before I saw you You know I dreamed about you I missed you for for twenty-nine years
You know I dreamed about you for twenty-nine years before I saw you You know I dreamed about you I missed you for for twenty-nine years
Crianças pequenas, de maneira geral, costumam se vestir de maneira livre e criativa. Qualquer pano vira uma capa mágica, qualquer ocasião, um baile de gala. Foi para divertir este público que a escritora Maria Amália Camargo escreveu “Muito Pano Pra Manga”, texto finalista do concurso “Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro” / 2007 – categoria literatura infantil.
“Rasgue uma seda para o elogio funcionar Babado, tricô e fuxico fazem a fofoca esquentar. Um fina estampa para a aula de etiqueta E, para se metamorfosear, gravata-borboleta. Para acompanhar o chá das cinco, um terno Príncipe de Gales. E que tal vestido trapézio para dar piruetas pelos ares? Para assistir ao Quebra-Nozes, e também pra fazer rima, Nada mais apropriado: uma calça bailarina!”
Trecho de “Muito Pano Pra Manga” de Maria Amália Camargo
Imagina se esse livro não vai para a minha biblioteca! Afinal, quem nunca enfrentou uma saia justa que atire o primeiro escarpim com salto agulha!
Já que ontem eu falei das camisetas geeks avistadas no Campus Party (veja o post abaixo), hoje resolvi espichar um pouco o assunto sobre a peça do vestuário –que junto com o jeans– é o que há de mais básico e essencial.
No site Worn Free você encontra clones das t-shirts usadas por roqueiros famosos como Debbie Harry, Iggy Pop, Frank Zappa, Joey e Jonhny Ramones, entre outros. Um detalhe bacana é que quando você clica numa camiseta aparece uma resenha informando quando ela foi usada, o que significa a estampa, etc.
Os preços variam entre 30 e 40 dólares, mais $11.50 de despesas de envio. Mas atenção: no site, eles alertam que a mercadoria está sujeita a taxas de alfândega, dependendo das leis de cada país. É melhor se informar antes.