Mês: abril 2009

  • olho vivo

    Vale a pena ver o vídeo da Lookonline.com feito pela editora-chefe Marilyn Kirschner, que fala sobre as coleções de outono-inverno 2009 do hemisfério norte.

    Para quem não entende bem inglês, vou dar uma resumidinha aqui. Ela começa falando algo que parece um pouco óbvio, mas que é bom lembrar: para a maioria dos seres humanos normais (o que exclui mulheres de milionários que gastam 25 mil dólares em roupas por semana) a função dos desfiles é servir como uma inspiração, mais do que um guia prático de compras. Uma fonte de informação que cada um deve filtrar de acordo com sua própria visão e estilo.

    Entre as novidades mostradas nas passarelas há sempre algo que vai definir a estação e que pode ser um acessório, uma combinação de cores, uma peça-chave, uma nova proporção, um clima ou uma idéia. A verdadeira sacada está em olhar com outros olhos, estar aberto para o novo.

    Como o recente desfile (teatral e elogiadíssimo pela crítica) de Alexander McQueen, em que ele mostrou – sobre uma passarela de espelhos quebrados – versões recicladas de clássicos como o New Look de Christian Dior, os tweeds de Chanel, algumas ideias de Yves Saint Laurent e outras tantas próprias. Com essa encenação, ridicularizou o fast fashion, o consumismo e a eterna reinvenção de estilos e décadas. Além de mostrar algumas roupas sensacionais, é claro!

    mcqueen mcqueen2

    mcqueen3 mcqueen4

    mcqueen6 mcqueen8

    Na passarela de McQueen, bocas de palhaço e roupas que parodiam épocas e estilos

    E já que o estilista foi revirar o baú em busca de idéias, Kirschner sugere que façamos o mesmo: que sacudamos a poeira daquele um blazer com ombreiras pontudas dos anos 80. E que assaltemos o guarda-roupa do namorado, marido ou pai, em busca outra peça importante: o “camel coat”, ou mantô de lã camelo. Ele apareceu nos desfiles de Donna Karan, Dries Van Noten e Derek Lam, em versões desestruturadas e oversize.

    dries-camel donna-camel2

    À esq., camel coat de Dries Van Noten, à dir., Donna Karan

    Quanto a cores, a editora sugere observarmos a sofisticada mistura de tons de Dries Van Noten. ou, algo mais simples, o mix de pink com preto de Marc Jacobs, que pode ser usado em pequenas porções: uma fita amarrada no lugar do cinto, um acessório, ou até mesmo um batom rosa. E uma vez que o preto é uma cor onipresente, outra opção é incluir toques de vermelho, como fez Yohji Yamamoto.

    dries-cores dries-cores2

    Acima, looks de Dries Van Noten, um colorista de mão cheia

    yohji marc

    Aqui, o rubro-negro de Yohji Yamamoto e o rosa chiclete de Jacobs

    E o grande destaque, em termos de renovação de conceitos, fica mesmo com Rei Kawakubo, da Comme des Garçons. Kirschner avalia que a estilista japonesa, apesar de fazer uma moda nada comercial, fornece grande inspiração com suas sobreposições. Não é preciso ser literal, basta pinçar  algumas ideias da passarela: amarrar um xale na cintura, por cima de leggins, colocar um vestido de trás para a frente, ou sobrepor uma parka militar a um vestido de festa.

    comme2 comme

    Proporções e sobreposições para poucos e bons entendedores

  • via aérea

    Simples e interessante esta “ação de guerrilha” que aconteceu no centro comercial Forrest Chase, na Austrália: as roupas fazem um uma espécie de balé, flutuando ao redor das pessoas que passam pelo local.

    (via Comunicadores)

  • Belas e feras

    Achei inspirador esse ensaio fotográfico “Betes de Mode”, criado por Thomas Couderc e Clement Vauchez do escritório de criação gráfica HELMO, para as vitrines da Galeries Lafayette, tempos atrás.

    helmo1 helmo2

    helmo3 helmo4

    helmo5 helmo-6

    Confira a ficha técnica:
    Betes de Mode: trabalho realizado com Thomas Dimetto / fotos dos animais, Christophe Urbain / fotos das pessoas, Laurent Croisier / styling, Romain Vallos / direção de criação, Anne Claire Boulard e Tulip Santene

    Mais recentemente, a dupla criou a instalação “Hunting Colors” para a loja de Issey Miyake. Aproveitando que a grife desenvolveu a coleção de primavera-verão 2009 à partir de 8 cores encontradas na floresta amazônica, a HELMO propôs uma série de serigrafias, nos mesmo tons da coleção, em que figuram insetos brilhantes atraídos pela luz de uma lâmpada.

    helmo-hunting1

    helmo-hunting2

    Créditos:
    Hunting Colors: instalação realizada por Ivann Legall e Laurent Livet / Serigrafias realizadas por  Stephane Bamy